O que é Pay to PubKey Hash (P2PKH)?
Pay to PubKey Hash (P2PKH) é o script clássico do Bitcoin que prende moedas ao hash de uma chave pública. Para gastar, revela-se depois a chave pública correspondente e prova-se a titularidade com uma assinatura. Imagine um cadeado cuja fechadura reconhece uma silhueta, e a chave completa só aparece quando o abre.
P2PKH expõe a sua chave pública de imediato. Não é bem assim. A chave permanece oculta até ao gasto, o que traz alguma privacidade e reduz a janela de ataque.
Como funciona Pay to PubKey Hash (P2PKH)
Passo a passo rápido, sem rodeios. Imagine que está a pagar a um amigo que prefere o estilo clássico do Bitcoin.
- Passo 1: Envia moedas para um dos seus endereços.
- Passo 2: A saída fica bloqueada no hash da sua chave pública usando hash160.
- Passo 3: Quando o destinatário gasta, revela essa chave pública e acrescenta uma assinatura feita com a sua chave privada.
- Passo 4: Cada nó verifica os cálculos da assinatura criptográfica e confirma que o hash corresponde à chave pública mostrada.
- Passo 5: Se estiver tudo correto, a rede aceita o gasto e as moedas são transferidas.
Essa é a ideia. Simples, limpa e testada ao longo do tempo.
Por que Pay to PubKey Hash (P2PKH) é importante
Então por que isso importa? Aqui está a versão curta.
- Vantagem: Amplo suporte em carteiras e corretoras, o que significa menos complicações e envios mais rápidos.
- Perspetiva: É o formato Bitcoin original e dominante, ainda comum mesmo com a chegada de tipos mais recentes.
- Relevância: Vai encontrá-lo sempre que um endereço começa por 1, em tutoriais, backups antigos e em muitas configurações de armazenamento a frio.
Identifique P2PKH por endereços que começam por 1. Leia o QR ou cole com cuidado, pois um único carácter errado estraga tudo.
Características chave de Pay to PubKey Hash (P2PKH)
O que o distingue:
- Bloqueio: As moedas estão ligadas ao hash de uma chave pública, não à chave em si.
- Privacidade: A chave pública só aparece no momento do gasto, não quando se recebe.
- Suporte: Compatível com a maioria das carteiras e com dispositivos de hardware.
- Taxas: Tem peso ligeiramente maior do que formatos modernos, por isso pode custar mais quando a mempool sobe.
Variações
P2PKH é o clássico, mas há variantes mais recentes com que se vai deparar:
- P2SH: Pay to Script Hash (P2SH) envolve scripts flexíveis num hash, fazendo com que multisig e outras manobras pareçam um endereço simples.
- P2WPKH: A versão SegWit que usa bech32, reduz tarifas e corta a maleabilidade; veja Segregated Witness (SegWit) para entender o que mudou.
- P2TR: Taproot traz a unificação de chaves e scripts com mais privacidade em gastos típicos, frequentemente vista como endereços bc1p.
Reutilizar o mesmo endereço P2PKH prejudica a privacidade. Use um endereço novo.
Exemplo
Oferece uma gorjeta a um criador enviando para um endereço que começa por 1; mais tarde ele gasta com a sua chave e assinatura, e isso é o Pay to PubKey Hash (P2PKH) em ação.
Curiosidade
Os blocos iniciais usavam pay to pubkey, não a versão com hash. A mudança para P2PKH manteve as chaves escondidas até ao gasto e poupou bytes, muito ao estilo Satoshi.
Resumo
Em uma frase: Pay to PubKey Hash (P2PKH) é o cadeado clássico do Bitcoin em que a chave fica fora de cena até chegar a hora de mover as moedas.
